Espinosa – o que é psicologia?

Razão Inadequada

Podemos falar de uma psicologia espinosista? Não é fácil responder esta pergunta. Espinosa, durante toda sua obra, esforçou-se para entender a natureza humana, sem idealizá-la, sem julgá-la. Ele se inclinou sobre a fragilidade humana, sobre suas forças e fraquezas e a compreendeu como parte muito pequena e vulnerável da existência. Nós sofremos, nos iludimos, ficamos doentes, nos irritamos, ficamos confusos, choramos, não encontramos saídas mesmo para nossos problemas mais simples; enfim, somos uma parte muito impotente da realidade. Mas uma psicologia, como disse Nietzsche, precisa se prevenir de dois sentimento: compaixão e nojo.

Por isso Espinosa jamais caiu na tentação de idealizar a natureza humana. Para não se decepcionar, utilizando o método geométrico, desenvolveu uma ciência dos afetos. Não estamos doentes, não somos maus por natureza, não somos imperfeitos, nem somos pecadores. Ao pensarmos em uma psicologia de inspiração espinosista, não cabe nem mesmo usar a palavra cura…

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