Será?

E no meio de tantas experiências,

E tantas vivências,

Os “preto-e-branco” vão se tornando borrados,

Nublados,

E eu me pergunto se vale mesmo à pena de viver

Quando a cada riqueza que se ganha se perde um pouco de si.

 

Num estado meio blasé,

Em que o sorriso não é mais tão grande,

Eu me perco em meio aos sentimentos que não sinto.

E as emoções que ainda me consomem,

E me dilaceram a capacidade da fala,

Me fazem crer que ainda há algo pior no por vir.

 

Ser sincero às custas de mim mesmo,

Enquanto caminho sozinho na chuva.

Lembrar do que me constitui,

E esquecer o que pode vir a ser.

Emergir de um mar de raiva,

Ou eclodir de um lugar de paz?

 

Sou o que sou;

Sou o que não sou;

Não sou o que sou;

 

 

Não sou.

 

 

Sou.

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