[Artigo] Falar consigo mesmo e a perspectiva teleológica

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WhatsApp Image 2018-06-05 at 13.38.46Falar consigo mesmo é pensar? Ainda, pode ser considerado um comportamento? É a partir desses questionamentos que Howard Rachlin (2018) nos leva ao longo do seu artigo, no qual contrapõe o behaviorismo radical e o teológico, em uma jornada que busca, de acordo com suas próprias palavras, convencer o leitor que “falar consigo mesmo” não é pensar e muito menos um comportamento.

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[Artigo] Uma proposta para a quarta geração de terapias comportamentais

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As terapias comportamentais podem ser divididas nas chamadas “gerações” ou “ondas”, com características específicas relacionadas aos pressupostos terapêuticos e técnicas utilizadas. A semelhança entre as gerações encontra-se no fato de que todas se baseiam na Análise do Comportamento. Embora parte da literatura atual descreva a existência de três gerações, autores como Abreu e Abreu (2017) propõem a existência da quarta geração, que se utiliza da análise funcional e da integração das terapias contextuais, quando necessário, de forma a resolver problemas existentes na proposta atual da terceira geração de terapias comportamentais.

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[Artigo] Grau de liberdade, grau de coerção e escolhas genuínas: As contribuições de Israel Goldiamond sobre o conceito de liberdade

Boletim Contexto ABPMC

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O conceito analítico-comportamental de “liberdade” se difere das concepções tradicionais, que o associam à noção de livre-arbítrio ou de total responsabilização do indivíduo pelas suas próprias ações. Visto que o determinismo é um dos pressupostos filosóficos do Behaviorismo Radical, a discussão do conceito de liberdade, na Análise do Comportamento, ocorre de maneira a não negligenciar a existência do controle, que é entendido como parte essencial das relações comportamentais. Embora a discussão sobre o conceito seja frequente desde Skinner (1971), diferentes pesquisadores trouxeram análises distintas sobre o que significa “liberdade”. Fernandes e Dittrich (2018), em seu artigo denominado “Expanding the behavior-analytic meanings of ‘freedom’: The contributions of Israel Goldiamond”, apresentam a explicação elaborada por Israel Goldiamond, analista do comportamento norte-americano, que desenvolveu os conceitos de “grau de liberdade”, “grau de coerção” e “escolha genuína” como aspectos essenciais do que se entende por liberdade.

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[Artigo] Como tornar a ciência mais reprodutível?

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“Qual proporção de pesquisas publicadas é provável que sejam falsas?” Com esse questionamento Munafò et al. (2017) iniciam o artigo intitulado A manifesto for reproducible science. O estudo é resultado do trabalho de dez pesquisadores de diversas áreas, como Psicologia, Estatística e Medicina, preocupados com a produção científica. Os autores elencam problemas e apresentam dados que indicam baixa reprodutibilidade de pesquisas publicadas, então discutem possibilidades para o aumento da confiabilidade e eficiência de pesquisas científicas.

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Tecnocracia e engenharia social no pensamento de B. F. Skinner

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Quem foram e o que defendiam os líderes do movimento tecnocrático nos EUA?

E o que Skinner teria a ver com isso?

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Uma queixa comum entre simpatizantes da análise do comportamento refere-se ao quanto a abordagem seria incompreendida por seus críticos. Quando chamados a falar para fora do círculo, não raras vezes começamos fazendo “esclarecimentos” preliminares, lamentando sobre quão injustiçados seríamos. Dentre as injustiças de que seríamos vítimas, há a crítica segundo a qual nossa visão de mundo seria “cientificista”, algo frequentemente ilustrado por posicionamentos do mais famoso mentor da área, e ainda muito venerado, B. F. Skinner. Tal crítica acusa também que, no tocante à relação entre ciência e sociedade, a perspectiva skinneriana seria fundamentalmente tecnocrática.

Mas o que isso significa, afinal? Seria a crítica improcedente? Uma referência que ajuda a responder tais questões é o artigo de Alexandra Rutherford, da York University, B. F. Skinner and Technology’s…

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