Pokémon Go: este jeito de viver

Blog da Boitempo

christian dunker pokemon

Por Christian Ingo Lenz Dunker.

A literatura de China Miéville, da qual falei na minha última coluna, trabalha sobre uma duplicidade constitutiva de nossa experiência contemporânea: estamos em um território, mas ele se duplica em espaços de experiência que não se sobrepõem a ele. É a experiência banal de um jantar em família no qual todos estão ao celular. Isso não é apenas a réplica da experiência de Pascal, que nos falava daqueles que participam do rito religioso, mas em silêncio estão a dizer blasfêmias e impropérios. Qualquer professor consegue reconhecer aqueles alunos que estão em sua sala de aula apenas de corpo presente, alguns com a alma liberta a navegar por territórios imaginativos nunca antes experimentados. Hegel diria que essa atitude exprime uma espécie de resistência interna dos vencidos, típica dos estoicos: “por fora me comporto como um escravo, mas por dentro sou livre e senhor…

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