MISTÉRIO DE ARIADNE SEGUNDO NIETZSCHE – Gilles Deleuze

Territórios de Filosofia

MISTÉRIO DE ARIADNE SEGUNDO NIETZSCHE.

Gilles Deleuze.*

Dioniso canta:
“Sê prudente, Ariadne!…
Tens pequenas orelhas, tens minhas orelhas:
Põe aí uma palavra sensata!
Não é preciso primeiro odiarmo-nos se devemos nos amar?…
Sou teu labirinto…

Assim como outras mulheres estão situadas entre dois homens, Ariadne está entre Teseu e Dioniso. Passa do primeiro ao segundo. Começou odiando Dioniso-Touro. Mas, abandonada por Teseu, a quem não obstante guiou no labirinto, é levada por Dioniso e descobre um outro labirinto. “Quem, além de mim, sabe quem é Ariadne?”.[1] Isto significaria: Wagner-Teseu, Cosima-Ariadne, Nietzsche-Dioniso? A questão quem? não reclama pessoas, mas forças e quereres.

Teseu bem parece o modelo de um texto de Zaratustra, livro II, “Os sublimes”. Trata-se do herói, hábil em decifrar enigmas, freqüentar o labirinto e vencer o touro. Esse homem sublime prefigura a teoria do homem superior, no livro IV: é chamado “o penitente do espírito” nome…

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